Ser “Cristo Servo”

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Nós, conhecendo e crendo no amor que Deus nos tem[1], um “amor que vai até à loucura”[2], desejamos corresponder a este Amor, pois como é possível permanecer indiferente a um Amor tão grande assim? Como não amar de volta? Sic nos amantem, quis non redamaret?[3]. S. Teresinha do Menino Jesus, de forma conquistadora, nos ensina ao elevar seu coração em oração ao Senhor: “Como queres, diante dessa Loucura, que meu coração não se lance para ti?”[4]. A santidade, como resposta de amor ao Senhor, é gritante em nossos corações. Amar o Senhor e fazer com que O amem[5].

Por essa razão, ser da família “Cristo Servo” é, diariamente, querer e buscar servir e amar a Deus Pai, Filho, Espírito Santo, com grande alegria e em Sua obediênciaamorosa e filial – amor que deseja ir também “até o fim”[6] –, num audacioso abandono; serviço e amor que se estende a todos os homens.

Sentimo-nos chamados a servir amar, dar a vida[7] inteiramente, com grande alegria, para glória de Deus e salvação das almas. Disse Bento XVI: “servir, e nisto entregar-se a si mesmo; não viver para si próprio, mas para os outros, do lado de Deus e em vista de Deus: este é o núcleo mais profundo da missão de Jesus Cristo”[8]. E quanto ao amor, ensina-nos S. Teresinha: “Amar é tudo doar e doar a si mesmo”[9].

Queremos e buscamos, verdadeiramente, ser imitadores de Cristo, como filhos da Santa Mãe e Mestra Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica; amando-a e servindo-a. É o Senhor, Servo Sofredor[10], Cordeiro imolado[11], quem nos chama a segui-lO, renunciando a nós mesmos, tomando nossa cruz e seguindo-O aonde Ele for: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”[12] e, ainda: “Se alguém quer servir-me, siga-me; e onde estou eu, aí também estará o meu servo”[13].

Queremos e buscamos ser amigos e servos da santa cruz[14], do Cordeiro Imolado, mas de pé[15]:

Por que temes, pois, tomar a cruz, pela qual se caminha ao reino do céu? Na cruz está a salvação, na cruz a vida, na cruz o amparo contra os inimigos, na cruz a abundância da suavidade divina, na cruz a fortaleza do coração, na cruz o compêndio das virtudes, na cruz a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida, senão na cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus e entrarás na vida eterna. O Senhor foi adiante, com a cruz às costas, e nela morreu por teu amor, para que tu também leves a tua cruz e nela desejes morrer. Porquanto, se com ele morreres, também com ele viverás. E, se fores seu companheiro na pena, também o serás na glória.[16]

“Onde estou eu, aí também estará o meu servo”! Conformar a nossa vida a Cristo crucificado, Servo e Cordeiro imolado por Amor, desejando que seja Ele o sujeito de todas as nossas ações: “Fui crucificado junto com Cristo, Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”[17]; eis o que desejamos, buscamos.

Em tão grandiosos e belos desejos sentimo-nos guiados por nossa Mãe e Senhora, a Santíssima Virgem Maria, Serva e Rainha, Mãe do Cristo Servo; e amparados por seus olhos misericordiosos. Pois olhamos para nós e vemos o quão pequenos e pobres somos! S. Teresinha em poema expressou a grandeza da nossa Mãe, e com as mesmas palavras rezamos: “Oh! Eu te amo, Maria, proclamando-te a serva do Deus que deslumbras com tua humildade. Esta virtude escondida te faz poderosa, atrai ao teu coração a Santíssima Trindade[18]. A Mãe do Cristo Servo, que exultou de alegria em Deus seu Salvador e O exaltou em sua humildade[19], há de conduzir-nos no caminho do serviço, amor e humildade. Nossa pequenez e pobreza, ao invés de ser causa de tristeza, é motivo de grandiosa alegria… Consola-nos saber que a pequenez, a pobreza, a humildade, atrai o Coração do Senhor e, assim, tornamo-nos vítimas do Seu Amor[20]. Diariamente a exortação de S. Paulo é constatada como realidade clamorosa e cada vez mais encantadora:

Vede, pois, quem sois, irmãos, vós que recebeis o chamado de Deus; não há entre vós muitos sábios de sabedoria humana, nem muitos poderosos, nem muitos de família nobre […]. Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa. Assim, ninguém poderá gloriar-se diante de Deus. Ora, é por ele que vós sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria proveniente de Deus, justiça, santificação e redenção, a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.[21]

Compreendemos que, “para que o Amor seja plenamente satisfeito, é preciso que ele se abaixe, que se abaixe até o nada e que transforme em fogo esse nada”[22]; o Senhor se abaixa até nós, pequenos e fracos como somos, para nos elevar em seus braços. Em nossa tentativa pobre de responder Seu Infinito Amor com amor, continua Ele a nos amar e abaixar-se até nós, crescendo ainda mais o nosso desejo de amá-lO com todas as nossas forças, pequenas e fracas forças.

Confiantes, nos abandonamos em Seu abaixar-se, para que Ele se digne elevar-nos e realizar em nós o que Ele nos inspirou desejar realizar por Ele.

Sacramentalmente, contemplamos tal abaixamento e Amor na Santíssima Eucaristia, um amor que chegou à “loucura”, ao cúmulo dos aniquilamentos[23]. Adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, viver intensamente a indizível maravilha da sagrada comunhão e sacrifício eucarísticos, estão no centro de nossa espiritualidade.

Em nosso dia-a-dia, desejamos em tudo amar o Senhor, oferecer-nos a Ele, servir e amar, “não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra, aproveitar todas as mínimas coisas e fazê-las por amor”[24], entendemos no mais profundo do nosso ser que o “mínimo movimento de puro amor lhe é mais útil que todas as outras obras reunidas juntas”[25]; a mesma verdade expressou S. Francisco Xavier, ardente missionário de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Lembrai-vos sempre de que em mais tem Deus uma boa vontade cheia de humildade – com que os homens se oferecem a Ele, fazendo oblação das suas vidas só por seu amor e glória – do que aprecia e estima os serviços que lhe fazem, por muitos que sejam”[26]. Servir e amar, sofrer a cruz, a entrega total de nós mesmos com grande alegria, nas obras mais pequenas, nos sacrifícios mais simples, esperando de Deus a graça e força para o momento em que o Senhor nos pedir o decisivo ato maior de amor.

Somos chamados a amar o Senhor e fazer com que O amem[27]… Fazer com que o amem. Não é possível conter somente para si um amor tão grande! Deus nos chama a evangelizar, no Espírito Santo, as famílias em situação de risco de morte do corpo e da alma, trabalhando para a prevenção e recuperação dessas famílias, principalmente através das crianças e dos jovens.


[1] 1Jo 4,16. Bento XVI se refere a esta passagem em sua encíclica Deus caritas est (n. 1) como “uma fórmula sintética da vida cristã […]. […] deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida”.

[2] S. Teresinha, História de uma alma, M 5v; cf. 1Cor 1, 18-25; Jo 3, 16; 1Jo 4, 9-10.

[3] Cântico Natalino Adeste fideles.

[4] História de uma alma, B 5v.

[5] Santa Teresinha do Menino Jesus, Oração nº6, Oferenda ao Amor misericordioso.

[6] Jo 13, 1

[7] Mt 20, 26-28

[8] Bento XVI, HomiliaSábado, 12 de Setembro de 2009.

[9] Porque te amo, ó Maria, P 54/22

[10] Is 53

[11] Is 53, 7; Ap 5, 6

[12] Mt 16, 24

[13] Jo 12, 26

[14] Imitação de Cristo, II, cap. 12, 1.

[15] Ap 5, 6

[16] Imitação de Cristo, II, 12, 2

[17] Gl 2, 19

[18] S. Teresinha. Porque te amo, ó Maria, P 54/4.

[19] Lc 1, 47-48a

[20] Santa Teresinha, História de uma alma, B 5v.

[21] 1Cor 1, 26.30-31

[22] Santa Teresinha, História de uma alma, B 3v. De fato, S. Paulo narra este abaixar-se do Filho, abaixar-se que é próprio do amor e se realiza em toda ação de Deus em direção a nós: “Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano, humilhou-se fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fl 2, 6-11). “Ele ‘despojou-se’, esvaziou-se a si mesmo, imergindo-se sem reservas na miserável e frágil condição humana. A ‘forma’ (morphe) divina esconde-se em Cristo sob a ‘forma’ (morphe) humana, isto é, sob a nossa realidade marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pelo limite e pela morte” (Bento XVI, Audiência, 1 de Junho de 2005). Verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

[23] Santa Teresinha do Menino Jesus, Oração nº20, Oração para obter a humildade.

[24] Santa Teresinha, História de uma alma, B 4v.

[25] S. João da Cruz, citado por S. Teresinha em História de uma alma, B 4v.

[26] S. Francisco Xavier, Aos seus companheiros residentes em Goa, 5 de novembro de 1949, Doc 90, 20.

[27] Oração de Santa Teresinha do Menino Jesus, Oferenda ao Amor misericordioso.

 

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